O Que Os Imóveis Oferecem Ao Público Classe A
- 27 de abr. de 2017
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Incorporadoras apontam os principais itens de seus empreendimentos mais luxuosos, de arquitetura elegante a tudo que aumenta o conforto.
Mais do que simplesmente localização e tamanho, muitos elementos definem hoje o que pode ser chamado de imóvel de luxo. Projeto arquitetônico diferenciado, materiais de qualidade, além de itens como piscina de borda infinita ou grandes, ambientes espaçosos e com muita iluminação natural, excelente isolamento acústico e térmico, automação e até sustentabilidade, entre outros itens, são características essenciais nesses projetos.
Nestes casos, o metro quadrado pode chegar a R$ 22 mil reais, segundo Adolpho Lindenberg Filho, presidente da construtora de mesmo nome. De acordo com ele, a empresa faz constantes pesquisas para entender o que o cliente de alto padrão deseja.
Para alguns, o principal destaque dos lançamentos nessa categoria são as fachadas, que surgem mais modernas e tecnológicas, cheias de iluminação, metais e vidros. “Hoje, existe mais cuidado com a frente dos condomínios. As incorporadoras se preocupam em trazer um empreendimento mais arrojado, com acabamento mais fino”, diz o responsável pela incorporação e desenvolvimento de produtos da BKO, José Roberto Leite. “Nós queremos dar visibilidade noturna com as luzes, sem atrapalhar os apartamentos com claridade.”

Para a diretora da Related Brasil, Daniela Almada, a arquitetura de renome, que antes era mais comum em hotelaria e prédios comerciais, veio para ficar nos empreendimentos residenciais. “O VHouse – um condomínio na Faria Lima – nasceu para ser um marco na cidade. Ele tem 80 metros de altura e, na fachada, há uma elipse que se acende à noite”, diz.
O sócio-fundador da Idea!Zarvos, Otavio Zarvos, diz que um imóvel de luxo pode ter 50 m² ou 600 m². “Não é o tamanho que define o padrão. Para nós, a arquitetura autoral de qualidade é a principal característica. Nossos clientes buscam essa estética exclusiva.”
A Idea!Zarvos fez o Oka. O residencial tem apenas oito unidades, de 310 m² a 509 m², com 5 ou 6 vagas de garagem. Na área comum, academia e sauna. O projeto foi eleito o melhor do MIPIM, principal evento mundial do mercado imobiliário.
Para Lindenberg, apesar dos modernos lançamentos, ainda há espaço para a construção de projetos neoclássicos, uma marca de seus empreendimentos. “São Paulo tem um bom histórico com esse tipo de arquitetura. São prédios valorizados, atemporais, que não envelhecem.”
Personalização. Outro item importante nesse segmento do mercado o é a possibilidade de adaptar as plantas de acordo com os gostos pessoais.
“Gostamos de vender logo após o lançamento, porque, assim, conversamos com os clientes para que eles escolham se querem três suítes e uma grande sala ou quatro suítes e uma área de estar menor”, diz Lindenberg. “O cliente de luxo raramente fica com a planta origina”, acrescenta.
Durante a construção também é possível pedir a inclusão de kits. São adicionais cobrados à parte, como ar-condicionado e aquecimento central, automação e até decoração. “Podemos entregar o apartamento pronto para morar, inclusive com talheres”, diz Daniela.
De acordo com o responsável pelas operações da incorporadora MDL em São Paulo, Fernando Trotta, o primeiro kit mais pedido pelos clientes é o ar-condicionado central e o segundo é a automação.
“Temos a capacidade de entregar o apartamento 100% automatizado, com iluminação, som, cortinas e até enchimento de banheira.”
Os empreendimentos da BKO oferecem, por exemplo, tomadas USB, tomada para carro elétrico e acesso por biometria.
Áreas comuns. Os espaços de lazer dos condomínios têm ficado cada vez melhores, diz Leite, da BKO. “Só investimos naquilo que faz sentido para o público, como salão de festa com churrasqueira e academia. Viemos de uma tendência onde se criava muitos espaços, mas pequenos e inúteis. Queremos retornar para as áreas comuns tradicionais, com cada vez mais qualidade.”







































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